09/02/2014

Mata a dor

André Monteiro , 
Fez graça ao ler me de forma a poder notar as curvas sinuosas da poesia quando vira nossa, quando vira bossa nova de compasso farto, quando se espalha...



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Mata a dor 

Mato e faço borboletas das cinzas 
Viro pó na fornalha do seu pensamento 
Mato e espalho átomos pelos espaços 
Criando novos agravos em um novo descompasso 

Mato mesmo é a morte da palavra maldita 
Essa navalha que raspa sua ternura 
E aos poucos mata em mim o quase tudo que é desejo 
Sobrando dúbios poemas imperfeitos 

André Luz


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