17/12/2013

Cajazeiro de menino

Naquele quintal eu corria feito o vento, mirava o pé de cajá de longe, jurava que daquela vez eu ia correr e conseguir subir duma única vez, até o topo! 
... Meus olhos de repente sentiam o ar do não chegando, mas mesmo assim eu corria, feito cavalo sem arreio no campo, ribeira abaixo enviesando pelo vale, tudo verde, clarinho, clarinho, feito cheiro do mato molhado que lambe o pé, e falando nisso: Quando o cajá terminava o gosto, vinha o caroço, solto de pontas, mordia feito cio, sei lá, tudo era desafio e vida, mais tarde chegou eu como homem, aí tudo só se for falando do tempo, nem lembro se subi e consegui, lembro que corri...



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