12/03/2013

Cinelândia 2004 podendo em 2013

Logo ali na sua frente 
Todas as crianças da Cinelândia sorridentes 
O solvente embebido entra e o vapor faz seu papel demente 
Ficou tudo tão nada neste instante 

Eu entre policiais, garçons e ambulantes 

O Cine Odeon apresenta sua grade de contenção intelectualmente discreta e imponente 
A Biblioteca Nacional que não descreve esse mundo real 
O Theatro Municipal lindo por fora, oferecendo a burguesia o espetáculo chamado: 
Encenando essa gente lá dentro. 

Meninos e meninas de todo lugar a se endoidar 
Um anúncio comercial com uma linda sensual a iluminar 
Um casal de gringos vestidos de selva a fotografar 
A assistência social falha por aqui 
Mesmo assim tem gente que chega e ajuda com comida e se manda feliz 

Mas o helicópteros milionários não param de ir-e-vir 
E frente a tudo isso 
O direito de todos está garantido na Câmara dos Vereadores 

Olho e vejo todos tão ocupados 
Ninguém pode fazer favores 
A linha do horizonte parece mesmo distante 

Mas sou tigre que enfrenta elefante 
E não me conformo com essa sujeira estonteante 
Covardemente os cariocas não se mexem 
É assim o sistema neo coerente da cidade maravilhosamente doente 

Nada de sentimentos neste teorema 
Nada de amor em volta desta bizarra paixão em dizer não 

Se quiser vir e ver se estou mentindo 
Pode chegar meu irmão 
Porque o ano é 2004, mas poderia ser 2013 e os braços estão abertos 
Tem barraca de milho, água de coco, 1 real pipoquinha e 2 "real" o pipocão! 

É Cinelândia pura folia 
Miséria, Riqueza, Chopp gelado e taquicardia! 
Essa maravilha do Rio pra todo lado. 



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