13/08/2012

Retalhos e estampas

Eu não sei saber desamar
Como faz com o que endoida a alma
Como pedir a Deus ou ao Diabo para levar esse caos do meu cais? 

Eu caminho numa rua de poucas casas, com muitas janelas, 
Muitos olhos observando,
Hipócritas enxergam longe, mais que eu.

Não existe disfarce meu mundo, 
Ironia é velada pela verdade, 
Não existe maldade insólita meu mundo.

Se eu faço mal é purpura bondade.

O perfeito me cobre errado com seu véu
e eu
Cismando de mudar o céu, no máximo crio asas.

Eu não sei nada sobre vinganças,
O que sei sobre vinganças é que se vingar de mim é muito fácil.

Posso até te dar meu manual de instruções,
Sou facilitador e receptor de cargas, como tu.

Costumo receber vinganças desde muito novo,
de certa forma criei uma relação evolutiva com os vingadores(as).

Sou dos vingadores, dos senhores do conselho, sou o som que emana da sua opinião, sou o motivo do sim e do não.

As borboletas no meu estômago podem ser Deus, ou nada, lindas borboletas iguais multiplicadas em mil em mim.

Nada é meu, nem meu amor.

André Luz Gonçalves
Retalhos de um colcha estampada.
Estampas de uma coxa retalhada.

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