17/07/2012


Um dia ele veio, olhou para os dois lados da rua e atravessou, correu um pouco para que o ônibus não o pegasse, conseguiu pegar seu ônibus e seguiu seu caminho ao velório, era mais de 10 da noite e ainda tinha meia hora para chegar a capela de Santo Agostinho, lá que estava ele, aquele momento não podia deixar de ser observado, sentido, tentado compreender, finalmente o ponto de descida chegou. Ele levantou, puxou a cigarra para parar no próximo ponto. Desceu e correu para atravessar a rua sem a partida do ônibus e conseguiu, sendo que vinha uma moto e quase o surpreendeu com buzina fina e estridente que realmente quase o faz participar do velório diretamente como sujeito principal... 

Quando chegou, não sabia se cumprimentava as pessoas, se chorava, se acendia um cigarro, cigarro não! Ele havia parado de fumar, mas pensando bem este era um bom motivo para voltar. Foi ao seu irmão e pediu um cigarro, acendeu, olhou fixamente para a boca de seu pai ali deitado, como um anjo, alguém que com aquela limpa imagem jamais se imaginaria fazer o mal ou magoar instintivamente, mas assim ele ficou por mais de 1 hora olhando... Sem esboçar uma única reação, a tia mais velha, coitada, em prantos deixava um pedaço de sua toalhinha ainda seca imaginando que seu sobrinho morbido a qualquer momento desabaria e cairiam em rios de lágrimas e juntos, gritando e dizendo que não era verdade, e tudo o mais de ruim que se pode sentir e dizer nesse momento...

No passado do presente...

Ronaldo, Carlos e Robson eram trigêmeos e lindinhos como todos dessa espécie deveriam ser... Era uma linda manha e os meninos tinham apenas sete anos, quando de repente um deles acordou com a voz forte de seu pai aos berros com sua mãe, não se entendiam os sentidos das palavras gritadas, todos de completo sono ficaram ao pé da porta olhando e fitando por traz assustados, nunca haviam visto aquela cena, ali bêbado dando na cara de sua mãe, xingando dos mais sórdidos palavrões, todos estavam com muito medo, não sabiam mais o que iria acontecer. Quando de repente ele vai na direção do quarto das crianças, todos correm.


2 comentários:

  1. - Muito interessante, gostei !! :D

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  2. O que na verdade acontece: Morreu!!! Era tão bom, não deveria ter morrido, como se alguém deveria está ali no lugar dele...
    Mais quem sabe... De tudo um pouco.

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