14/06/2012

Expulsa o ar a preencher-se de amar!


Deu no que deu voar mais cedo
Mesmo antes do primeiro doce suspiro
Lá estava eu a planar
Parecíamos nós quando te encontrei sozinha 
sonsa esperta menina

Voando tão bem, rapina das asas
Montanhas eram pequenas
Gargalhadas inflamadas
Cada uma na sua sacada

Refaço meu caminho, ver te ao lado.
Desfaz seu vestindo na vela com o fogo dançando 
eu sorrindo e o seu jeito baixinho
Retrai e extrai dos desejos todos os sentidos
Procuro sentir o sussurro do âmago
O gemido se faz de dentro lá onde treme
Expulsa o ar, como se fosse possível preencher-se de amar.

E sob a luz, a nossa luz de esmeralda.
Subo as estrelas sem escadas
Despenco num pulo em cima de ti
Cubro seu eclipse de luz
Cuido de te olhar pra ter o que compor
Descubro que não mais me furto.
E te escuto.


Nenhum comentário:

Postar um comentário